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Plano ferroviário atrai R$ 600 bilhões
Governo Federal anuncia pacote de oito leilões para 2026, focando na redução do frete e na expansão da malha logística
Publicado em 17/02/2026 12:59
Infraestrutura & Logística
Agência Brasil/EBC

Por Marco Ribeiro

O Governo Federal oficializou o lançamento de um plano estratégico de investimentos para o setor ferroviário que prevê o aporte de 600 bilhões de reais. A iniciativa busca reequilibrar a matriz de transportes do país, historicamente dependente das rodovias, e promete modernizar a infraestrutura nacional com a construção de nove mil quilômetros de novas linhas.

De acordo com o Ministério dos Transportes, o projeto será viabilizado por meio de recursos públicos e parcerias com o setor privado. "Estamos diante de um marco que reduzirá drasticamente o Custo Brasil, permitindo que nossos produtos cheguem aos portos com maior competitividade e menor tempo de deslocamento", afirmou o ministro da pasta durante o evento.

O cronograma estabelecido para o ano de 2026 prevê a realização de oito leilões iminentes, com o potencial de movimentar cerca de 140 bilhões de reais já nesta fase inicial. Entre os projetos considerados prioritários estão o Anel Ferroviário do Sudeste e a Malha Oeste, que devem atrair o interesse de grandes consórcios nacionais e internacionais.

Especialistas do setor acreditam que o sucesso do plano depende da segurança jurídica oferecida aos investidores durante as concessões. "A clareza nas regras de regulação é o que garantirá que esses aportes saiam do papel e se transformem em trilhos reais, cruzando regiões que hoje sofrem com o gargalo logístico", destacou um analista de infraestrutura.

Um dos pontos centrais da estratégia é a utilização de verbas oriundas das renegociações de contratos de concessões vigentes com grandes mineradoras. Esses recursos serão reinvestidos em trechos de interesse público, permitindo que o Estado retome o protagonismo no planejamento ferroviário sem comprometer inteiramente o orçamento da União.

O setor do agronegócio recebeu o anúncio com otimismo, prevendo uma redução significativa nos gastos com o transporte de grãos no Centro-Oeste brasileiro. "A expectativa é de que a ferrovia se torne a espinha dorsal do escoamento da safra, aliviando o fluxo de caminhões e diminuindo as emissões de carbono no transporte", declarou um representante ruralista.

Com a consolidação deste plano, o Brasil espera atingir uma nova era de eficiência logística até o final da década. O mercado agora aguarda a publicação dos editais para avaliar as viabilidades técnicas, enquanto o governo intensifica o diálogo com órgãos ambientais para evitar atrasos nas licenças de instalação das novas 

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