A Block, empresa de transações eletrônicas fundada por Jack Dorsey, anunciou a demissão de 40% de sua equipe para substituir funções humanas por inteligência artificial. A decisão, comunicada recentemente, foi bem recebida pelo mercado e resultou na valorização das ações da companhia. O movimento é visto como parte de uma tendência global de downsizing e descentralização, em que empresas menores e mais eficientes, apoiadas em tecnologia, ganham espaço frente às estruturas tradicionais.
O apresentador do vídeo do Ancapsu que repercutiu o caso destacou que a inteligência artificial já vem transformando setores como a programação de computadores e deve substituir diversas funções. Contudo, argumenta que isso não significará escassez de empregos, mas sim uma reconfiguração do mercado, com o surgimento de novas funções e oportunidades.
O exemplo da Block é comparado ao Twitter, atual X, que após a compra por Elon Musk reduziu 75% da equipe e aumentou a eficiência operacional. Essa mudança reforça a ideia de que empresas enxutas, com uso intensivo de IA, podem ser mais competitivas e ágeis.
Para amenizar o impacto das demissões, Dorsey anunciou pacotes de saída que incluem 20 semanas de salário, uma semana adicional por ano trabalhado, seis meses de seguro saúde e US$ 5.000 para auxiliar na transição. A medida busca oferecer suporte aos funcionários desligados em um momento de transformação profunda.
O vídeo também projeta um futuro em que indivíduos ou pequenas equipes poderão criar e oferecer produtos e serviços para muitos clientes, operando com estruturas mínimas e focando em atividades que realmente apreciam. Essa visão aponta para um mercado mais descentralizado, com maior autonomia e flexibilidade.
Segundo o apresentador, essa mudança não se restringirá ao cenário internacional e deve chegar ao Brasil em breve. Ele alerta que trabalhadores e empresas precisam se preparar para um ambiente em que a inteligência artificial terá papel central, exigindo adaptação e novas competências.
O caso da Block simboliza um marco na transição para modelos empresariais mais enxutos e tecnológicos, reforçando a percepção de que o futuro do trabalho será moldado pela integração entre humanos e máquinas, com impacto direto na forma como negócios são estruturados e operam. (Com informações do Portal Ancapsu)