A mobilização virtual liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) arrecadou mais de R$ 2,3 milhões para auxiliar vítimas das enchentes em Minas Gerais, superando o repasse emergencial de R$ 1,43 milhão autorizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social até sexta-feira (27). O contraste entre os valores provocou críticas de parlamentares e usuários nas redes sociais, que consideraram insuficiente a verba federal diante da gravidade da tragédia, sobretudo na Zona da Mata mineira.
Em vídeo publicado na quinta-feira (26), Nikolas pediu doações para cidades como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, afirmando que os recursos seriam convertidos em cartões-benefício para famílias atingidas. “Não importa o valor, apenas faça”, declarou. O parlamentar também informou ter destinado R$ 2 milhões em emendas para reconstrução da policlínica de Ubá e R$ 800 mil para a saúde de Juiz de Fora, valores que ainda dependem de trâmites burocráticos. Além disso, protocolou ofício solicitando caminhões-pipa, banheiros químicos e água potável às áreas afetadas.
Durante o pronunciamento, o deputado cobrou a votação da PEC 44/2023, que prevê a liberação imediata de até 5% das emendas parlamentares em situações de calamidade pública, e criticou a atuação do governo federal. A proposta, segundo ele, poderia agilizar o envio de recursos em momentos de emergência.
De acordo com o governo estadual, até quinta-feira (26) foram confirmadas 59 mortes, sendo 53 em Juiz de Fora e seis em Ubá. Há ainda 15 desaparecidos, mais de 5 mil desalojados e 253 pessoas em abrigos públicos. Foram registradas 270 ocorrências relacionadas às chuvas, incluindo 82 soterramentos.
A tragédia expõe a vulnerabilidade da região diante de eventos climáticos extremos e reacende o debate sobre a capacidade de resposta do poder público. Enquanto a União enfrenta questionamentos sobre a rapidez e a dimensão dos repasses, iniciativas privadas e mobilizações virtuais mostram força ao oferecer apoio imediato às comunidades atingidas. O episódio também reforça a pressão por mudanças legislativas que permitam maior flexibilidade na destinação de recursos em situações de calamidade. (Com informações do Portal Diário do Poder)