O governo de Ronaldo Caiado em Goiás, iniciado em 2019, acumulou investimentos bilionários em infraestrutura, mas também enfrentou críticas contundentes por falhas estruturais e problemas de execução. Embora o estado tenha avançado da 19ª para a 8ª posição no ranking nacional da Confederação Nacional do Transporte (CNT), a gestão foi marcada por atrasos em obras, desigualdade regional e baixa expansão em saneamento básico.
Entre os principais pontos de desgaste está a manutenção irregular de rodovias estaduais. Apesar de projetos de duplicação e pavimentação, muitos trechos permaneceram em condições precárias, especialmente em regiões afastadas de Goiânia. Obras estratégicas, como duplicações da GO-222 e da GO-330, sofreram atrasos significativos, gerando insatisfação entre prefeitos e usuários. Além disso, parte dos projetos só avançou com apoio da União, revelando dependência de recursos federais e limitando a autonomia estadual.
Outro problema recorrente foi a paralisação de obras públicas. Hospitais regionais, centros logísticos e projetos urbanos ficaram anos sem conclusão, mesmo após anúncios de retomada. A ausência de planejamento integrado entre transporte público, mobilidade urbana e expansão rodoviária também foi alvo de críticas, apontando falta de visão sistêmica para o desenvolvimento.
No setor de saneamento, Goiás avançou pouco na universalização de água e esgoto, mantendo índices abaixo da média nacional. Produtores rurais também reclamaram da demora na ampliação da rede elétrica em áreas agrícolas, o que comprometeu a competitividade do agronegócio.
Apesar de o governo ter anunciado R$ 12,1 bilhões em investimentos em infraestrutura entre 2019 e 2025, os desafios de sustentabilidade financeira e equidade regional permanecem. Regiões menos centrais ainda sofrem com estradas precárias e falta de integração logística, enquanto a meta de colocar Goiás entre os cinco melhores estados em infraestrutura depende de superar gargalos históricos.
(Fontes: Portal de Minuto A Minuto, Governo de Goiás, Confederação Nacional do Transporte)