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Copa de 2026 muda o consumo e a mídia no Brasil
Audiência fragmentada exige estratégias integradas e mensuração avançada para marcas e anunciantes se adaptarem ao novo cenário multiplataforma da Copa do Mundo
Por REDAÇÃO CENA 10
Publicado em 22/06/2026 22:08
Análise Setorial
Novas plataformas e formatos digitais transformam o mercado publicitário e a forma como o público acompanha os jogos da Copa do Mundo (Divulgação)

A Copa do Mundo de 2026 marca uma mudança histórica no mercado de mídia brasileiro, com a audiência cada vez mais pulverizada entre TV aberta, streaming e canais digitais. Bruno Oliveira, COO da Adsplay, destaca que “a discussão não é mais sobre TV versus digital. O comportamento do consumidor já ultrapassou essa divisão”. Segundo ele, o torcedor acompanha a transmissão na televisão, comenta nas redes sociais e interage em múltiplas plataformas simultaneamente.

A CazéTV, que pela primeira vez transmite todos os 104 jogos gratuitamente, já garantiu cerca de R$ 2 bilhões em patrocínios antes do início do torneio. “Essa nova divisão dos direitos simboliza uma transformação estrutural na forma como o público consome conteúdo”, afirma um executivo da CazéTV. Enquanto isso, Globo, SporTV e Globoplay exibem os jogos da Seleção Brasileira e a final, mantendo uma fatia importante da audiência tradicional.

Para os anunciantes, o desafio é adaptar campanhas para esse ambiente fragmentado. “O desafio não é apenas estar presente em vários canais, mas entender o papel de cada um dentro da estratégia e medir o impacto de forma integrada”, explica Bruno Oliveira. A mensuração evolui para além do alcance, incluindo atenção, engajamento e conversão, o que exige formatos interativos e dados qualificados.

A Adsplay tem investido em soluções de Rich Media que combinam criatividade, interação e mensuração programática. Em campanha para a Faber-Castell, os consumidores puderam navegar por produtos dentro do anúncio, aumentando o tempo de atenção e gerando dados para análise. “Quanto mais distribuída fica a atenção do consumidor, maior a necessidade de formatos que produzam dados qualificados”, comenta Oliveira.

O crescimento dos investimentos em publicidade digital reforça essa tendência. Segundo o Digital AdSpend 2026, os aportes em mídia digital cresceram 12,7% em 2025, alcançando R$ 42,7 bilhões. “A Copa consolida uma tendência de substituição dos grandes polos de audiência por ecossistemas distribuídos, onde mídia, dados e tecnologia são inseparáveis”, avalia Bruno Oliveira.

Com cerca de 80 profissionais e 750 clientes, a Adsplay se posiciona como um hub que conecta marcas e pessoas em múltiplos formatos e canais. A aquisição da Pixel Roads em 2025 ampliou sua capacidade de integrar canais digitais de forma simples e intuitiva. “Nosso diferencial está em transformar interação em inteligência de negócio”, conclui Oliveira.

O cenário da Copa de 2026 mostra que o futuro da mídia está na integração entre plataformas, dados e tecnologia, exigindo das marcas uma nova forma de pensar campanhas e mensuração para se conectar verdadeiramente com o público.

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