Brasil equilibra biocombustíveis e produção agrícola
Com vasta área agricultável e tecnologia avançada o Brasil consegue expandir biocombustíveis sem comprometer a produção de alimentos e o meio ambiente
Por PORTAL MEGAVAREJO
Publicado em 08/05/2026 18:09
Agronegócio
Divulgação/Nival Fertilizantes

O aumento dos preços do petróleo e as instabilidades geopolíticas têm colocado os biocombustíveis no centro do debate energético mundial. No Brasil, a expansão do etanol, biodiesel e outras fontes renováveis surge como alternativa estratégica para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. “O Brasil não apenas tem escala, mas também tecnologia e conhecimento acumulado para produzir mais sem necessariamente expandir áreas”, afirma Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção de grãos no país deve atingir um novo recorde em 2026, com estimativas entre 353,4 e 354,7 milhões de toneladas. A área plantada também deve crescer cerca de 3,3%, chegando a 84,4 milhões de hectares, o que reforça o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais. “Os fertilizantes são aliados diretos da intensificação sustentável. Eles permitem produzir mais em menos espaço, preservando biomas e atendendo à crescente demanda global”, explica Schiavo.

A agricultura de precisão, a integração lavoura-pecuária-floresta e o uso de biotecnologia são práticas que elevam a produtividade por hectare, reduzindo a pressão por novas áreas. “Essas tecnologias são fundamentais para garantir que o avanço dos biocombustíveis não concorra com a produção de alimentos”, destaca o executivo. Além disso, o país conta com uma matriz energética relativamente limpa e uma cadeia agroindustrial estruturada.

Outro ponto importante é a diversificação dos insumos para biocombustíveis, que inclui cana-de-açúcar, soja, resíduos agrícolas e dejetos orgânicos. Essa variedade reduz o risco de competição direta com a produção de alimentos e contribui para uma economia mais sustentável. “A discussão não deve ser ‘alimento versus energia’, mas sim como integrar essas agendas de forma inteligente”, afirma Schiavo.

A Naval Fertilizantes, fundada em 2014, atua justamente nesse cenário, oferecendo produtos biológicos, nutrição e tecnologia para diversas culturas. A empresa planeja expandir seu modelo de franchising para alcançar mais de mil unidades em cinco anos, com faturamento acima de R$ 2 bilhões. “Queremos contribuir para uma agricultura mais eficiente e sustentável em todas as regiões do país”, diz o CEO.

O Brasil tem potencial para liderar a transição energética global, conciliando a produção de energia renovável com a segurança alimentar. “A expansão dos biocombustíveis deixa de ser uma ameaça e passa a ser uma oportunidade para posicionar o país como protagonista de uma nova economia global”, conclui Luís Schiavo.

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